Casa do Baile

MARCÍLIO GAZZINELLI
MARCÍLIO GAZZINELLI
MARCÍLIO GAZZINELLI
MARCÍLIO GAZZINELLI
MARCÍLIO GAZZINELLI

Destacando-se por sua singeleza, graça e simplicidade, a Casa do Baile foi concebida como equipamento urbano para ser um lugar de bailes, shows e restaurante, para proporcionar ao público vivenciar os encantos da nova região de Belo Horizonte.

Em relação à sua situação paisagística, ela se difere por implantar-se em uma ilha artificial ligada à Avenida Otacílio Negrão de Lima apenas por uma pequena ponte. Sua planta se desenvolve a partir de duas circunferências que se tangenciam internamente das quais se desprende uma marquise sinuosa e cheia de invenção, bem ao gosto barroco, que provoca o olhar e não deixa de incitar a comparação com as curvas das margens da represa. Esta marquise é suportada por colunas expressivas, que também contornam todo o volume circular, terminando em um pequeno volume de forma ameboide, revestido por azulejos decorados. À frente deste volume, há um pequeno palco circular, cercado por um espelho d’água também de forma ameboide. A calçada portuguesa pode ser observada em toda a área externa, antes, ao longo de todo o terreno e depois da ponte, o que reforça o caráter público do espaço.

Diferentemente do edifício do Cassino, a Casa do Baile não conta com materiais de acabamento tão nobres e luxuosos, destacando-se por sua singeleza, graça e simplicidade. Também em relação à sua situação paisagística, ela se difere por implantar-se em ilha exclusiva, rente ao espelho d’água. O pequeno “tambor” de azulejo e vidro presta reverência à paisagem, com sua marquise em forma livre que emoldura, de um lado, a visada do espelho d’água e, de outro, o jardim de entrada da ilha.

Toda a área externa oferece-se à rua, de maneira propositalmente menos cerimoniosa que o Cassino e a ela se integra através da calçada portuguesa que aparece em toda a área externa, antes, ao longo de toda a porção frontal do terreno, e depois da ponte, reforçando o caráter público do espaço.

Em função da exigüidade e das funções destinadas às áreas externas, os jardins teriam que compartilhar seu espaço com a festa. A sua concepção é, portanto, minimalista, mas nele se destaca o diálogo com a água, a qual circunda o conjunto. A riqueza da concepção se dá nesse diálogo com a água em suas diversas formas, como moldura para o espelho d’água, como a natureza brejosa do local ou até mesmo por transparência, em canteiros aquáticos e subaquáticos.

Espaços - Conjunto Moderno da Pampulha

MARCÍLIO GAZZINELLI

Museu de Arte da Pampulha

Casa do Baile 

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Casa Kubitschek

RAFAEL TEIXEIRA
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Praça Dino Barbieri

Praça Dalva Simão

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