Igreja São Francisco de Assis

MARCÍLIO GAZZINELLI

A Capela São Francisco de Assis foi a primeira igreja a ser construída dentro do espírito moderno no Brasil. É também a obra mais polêmica do conjunto arquitetônico da Pampulha.

A Igrejinha da Pampulha como é popularmente conhecida é considerada por muitos a obra prima do Conjunto. É a obra que melhor representa o casamento entre arquitetura e estrutura: como seus elementos arquitetônicos ganham forma com a própria estrutura em concreto armado, uma vez concluída a estrutura, estaria presente a arquitetura.

Para uma sociedade profundamente religiosa, não poderia faltar o marco sagrado de uma igreja. É composta de uma sequência de cinco “cascas” articuladas, com diferentes alturas, sendo a maior independente e de seção variável que se encaixam formando a nave.

Na edificação, onde as curvas de Oscar Niemeyer são as mais evidentes, a entrada da luz destaca a pintura de Portinari, ao fundo. Muitos elementos existentes na composição arquitetônica desta obra fazem alusão à tradição da arquitetura religiosa mineira e franciscana. A Igreja dedicada a São Francisco de Assis exibe, com sua solução arquitetônica inventiva e original, diversas possíveis associações: a da estrutura com a arquitetura, a desta com as artes plásticas e a do movimento moderno com o Barroco Mineiro.

O edifício se implanta em península larga, em meio a um grande jardim projetado por Burle Marx, dividido em duas glebas por uma rua tangente à sua fachada, ornada pelo painel de azulejos de Candido Portinari. Essa situação, aliada ao rito canônico de se voltar a porta dos templos ao sol nascente, explica a curiosa orientação da Igreja, voltada para a lagoa e não para a rua.

A gleba onde se encontra a Igreja recebe vegetação de menor porte de modo a emoldurar a igreja e propor o lago, enquanto a outra gleba, hoje denominada Praça Dino Barbieri, se apresenta como um grande parque, com 107 espécies, entre árvores (fícus, quaresmeiras, mangueiras, dentre outras), arbustos e forrações. O entorno da Igreja celebra a rosa como tema (onze espécies distribuídas em canteiros amebóides) que fazem referências aos santos do catolicismo e a símbolos medievais (conforme memória descritiva). Os jardins do entorno da Igreja foram recuperados enquanto dos outros, a montante, só restam as árvores da concepção original.

Espaços - Conjunto Moderno da Pampulha

MARCÍLIO GAZZINELLI

Museu de Arte da Pampulha

Casa do Baile 

MARCÍLIO GAZZINELLI

Casa Kubitschek

RAFAEL TEIXEIRA
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Praça Dino Barbieri

Praça Dalva Simão

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